O céu


Estrelas, brilhos, o desconhecido. O céu me traz sempre essa sensação de não saber de nada, de ser pequena e insignificante comparada a toda essa sua magnífica imensidão.
Perguntas e mais perguntas vem a cabeça e a resposta é sempre que eu não sei de nada.
Olho pro lado e vejo aquela pessoa especial, de mãos dadas comigo, me acariciando e sem precisar fala nada me traz a mesma sensação de nenhuma resposta ter. Assim como o céu, me instiga a mil perguntas sem respostas e me faz sentir tão pequena e frágil envolta em seus braços como uma criança desprotegida que se agarra a sua mãe.
Somos diferentes, quase opostos, mas tão parecidos que assusta. Mas ali, olhando o céu sem nada saber, a única coisa que se pôde sentir foi união. Palavras foram dispensáveis e desnecessárias pra tanta comunicação e sintonia.
Ah, a sintonia. Entre conversas, risadas, cervejas e silêncio, o que sempre permaneceu foi a sintonia. Assim como o céu, nosso cúmplice, onde tudo parece estar em um perfeito e assustador equilíbrio apesar de seu comportamento caótico, mantivemos sempre a sintonia em meio de aparentes desfarçes. Não se precisava falar nada, nos comunicávamos pelo olhar tão perfeitamente que palavra nenhuma poderia descrever o que queríamos dizer.
No final de tudo, de todas as despedidas e lembranças, ficou somente a certeza de que aquele céu vai ser pra sempre nosso e aquele momento se tornou eterno.