
A ilusão por muitas vezes tem sido minha companheira mais íntima. O mais estranho é que eu gosto disso. Gosto de fugir da realidade por uns momentos e acreditar que tudo é diferente, não melhor ou pior, mas diferente.
O diferente me instiga, junto com a ilusão, a não querer ser sempre a mesma,a não manter os mesmos hábitos e nem pensar da mesma forma. A mutação faz parte de mim assim como eu faço parte dela de uma maneira que me faz crescer.
Por outro lado, a ilusão também pode machucar e formar buracos de um tamanho imensurável. Mas só quando ela quer.
Essa lado negro de iludir me faz querer ser iludida ainda mais, já que correr risco faz parte de mim. Sair machucada é um preço que tenho que pagar por alguns momentos de prazer ou de felicidade ilusórios. Tudo bem, um outro dia chega e a superação vem com ele, como sempre.
O ponto é que sem a ilusão, a realidade não existe.
E tudo é só uma questão de referencial. O real se mistura com o irreal tão fascinantemente excitante que não me faz querer distinguir um do outro.
O que me interessa é viver, sob ilusão ou não. Acima de qualquer coisa.
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