O cheiro, o toque, o gosto, o som. Todos os sentidos de misturam e então fecho os olhos para lembrar do que me fez virar do avesso. 
Chego a tremer de medo, um medo de que o castelo idealizado possa vir a ser uma cabana torta num solo instável.
Isso dura só uns poucos segundos, porque tenho dentro de mim que nada vai ser como uma cabana prestes a desabar. Não pode, não tem como. O amor que guardo em mim não tem tamanho, não tem motivo nem final. Ele me toma por completo sem pedir permissão. Quando dou por conta de mim já estou imersa nesse universo de sentir e não tem quem me faça sair dele. 
O meu amor me espera, tem paciência, supera obstáculos, respira mais uma vez e começa de novo.
O meu amor me define, me dá vida e me mata. Todos os dias.

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