Sem que me peça, eu faço.
Sem que me chame, eu vou.
Tenho a espontaneidade de um amor que move meus passos, toma as minhas ações e responde por mim.
Cega, surda e muda, me entrego e pulo desse prédio de 40 andares com a certeza de que eu vou ser amparada. A adrenalina se eleva a níveis jamais atingidos, atitudes impensadas são tomadas para que então eu seja premiada por uma indiferença cortante.
O amor sofre mutações, se transforma em desapego e a esperança de que isso conserte tudo nasce com a força de um nascer do sol.
Fecho os olhos, junto as mãos e peço que o melhor aconteça.
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